quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Segredos, Conflitos e Amor - Cap. 36

Meu povo, voltei! E agora com duas mãos ^-^ posso voltar a digitar rs Sim, faz tempo que não posto a série, mas aqui vai ela:

            Era informação demais para processar em menos de meia hora, e Maria não sabia por onde poderia começar a arrumar aquela bagunça no seu cérebro e no seu coração, que acelerava cada vez mais. Uma pergunta martelava na sua cabeça: se Calina estava certa com relação a Rafael, será que também estava certa quando falou de Sasha?
            Já em casa, depois da confusão com Maria e Alice, Calina decidiu ler um pouco do livro que ganhou no dia anterior. Assim que o abriu, seus olhos foram direto para o bilhetinho azul, que finalmente fez uma luz se acender em sua cabeça. Ela correu até a sala, abriu a mochila e jogou tudo o que estava dentro no chão. Revirou cadernos, o estojo, os livros e enfim achou, dobrado dentro de um dos bolsos, o pedaço de página de diário. Ela voltou ao quarto e colocou lado a lado os dois papeizinhos. Finalmente descobriu de quem era a letra: Maria. Já fazia tempo que não escrevia daquele jeito, pois dizia que podia ter uma caligrafia melhor, e Calina não reparava muito nisso também, por isso demorou tanto para descobrir. O problema então virou saber sobre o que Maria estava falando, sobre o que ficou tão preocupada a ponto de nem contar para a amiga. Ao invés de conversar com ela, decidiu falar com Sasha, mas só no dia seguinte.
            Para ter certeza de que conversaria com ele, Calina puxou o amigo para uma conversa 20 minutos antes de as aulas começarem.
            — Que desespero é esse?
            — Não é desespero, é curiosidade. Você se lembra daquele papel que te mostrei há um tempo e você achou que a letra fosse da Alice?
            — Lembro, mas e daí?
            — Descobri de quem é a letra. Da Maria.
            Sasha mordeu os lábios e olhou para os lados, com uma cara de culpa.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Participação de Amigos - Silas Castro

Eu volteeeiii! rs Pessoas, me perdoem, mas, como já comentei, dedos quebrados são muito piores do que parecem. O texto de hoje não é meu, foi escrito pelo Silas Castro, meu amigo e admin da página do blog no Facebook. Estou devendo esta postagem a ele há muito tempo, então resolvi criar vergonha na cara e honrar minha promessa. Aproveitem aí porque tá muito bom!

Uma vez li um texto que dizia: “Vida: doença sexualmente transmissível que gera um ser que crescera, aprendera, amara, sofrera e acabara morto”; isso me fez refletir.
Crescer, aprender, amar, sofrer e morrer são situações que ocorrem querendo ou não. Quando criança, sempre quis crescer para ganhar um pouco mais de independência no mundo dos “gigantes”, lembro até hoje o quanto fiquei feliz quando abri o chuveiro sozinho (a válvula ficava a mais de um metro e meio de altura). Alguns têm problemas quando só crescem para o lado, porém ser magro sempre foi meu forte.
Aprender também me fez ganhar mais liberdade de expressão. Comecei a entender o que estava ocorrendo ao meu redor e a ter opinião quanto a isso, definindo o que gostava e não gostava, o certo e errado etc. A “evolução” do gostar é amar e no meu caso o meu primeiro amor foi bem platônico (aquele clássico menino tímido e garota popular) e eu sofri bastante. Para falar a verdade, sofri porque queria, pois no fundo sabia que aquilo era impossível e infelizmente essa não foi a única vez que isso ocorreu.
A amizade na adolescência gera grandes confusões e conflitos com o amor, dando frio na barriga e um grande medo de cometer uma burrada ao ver aquela pessoa que sempre foi legal, porém agora era algo a mais. Mesmo quando encontramos a pessoa certa, as coisas não simplificam tanto: presentes, datas, “família nova”, ciúmes, brigas... Daria para falar mais, porém esse não é o meu foco agora.
A última parte dessa “doença” é a única inevitável, como minha mãe sempre fala: “a única verdade que se sabe é que iremos morrer”. Inusitada e sorrateira, a morte mesmo sendo triste é tão importante quanto as outras.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Histórias Se Repetem

Sim, faz muito tempo que eu não posto rs quebrei dois dedos e, acreditem, é muito ruim usar o computador com uma mão enfaixada. Ah, e esqueci de comentar, agora o blog tem página no facebook! Yay! Clica aqui e curte lá ;)

A qualquer hora do dia
Se paro por um minuto
Minha mente viaja, caminha
Lentamente ao encontro de algo
Que se pudesse, esqueceria.

Já sofri, chorei demais
Por alguém que não merecia
Porque sequer sabia de tudo,
Sacrifícios que por ele eu fazia.

Não queria repetir as queixas
Que muitos fazem de seus antigos amores
Mas histórias se repetem,
Assim como nossas dores.

domingo, 21 de julho de 2013

Segredos, Conflitos e Amor - Cap. 35

            Deitada na cama, Maria estava pensando no que tinha acontecido. Ela olhou para o lado, viu seu celular e decidiu ligar para Calina, desabafar. O problema era que seu cérebro a mandava fazer isso, mas seus dedos não o obedeciam. 
Tecla após tecla, ligaram para Sasha. Três toques depois, sua voz surgiu do outro lado da linha.
            — Alô?
            — Oi Sasha…
            — Maria? Você ta bem?
           — Eu briguei com a Alice, esqueceu? Queria que eu tivesse como?
        — Nervosa. Não triste, com esse nó aí na garganta. — era impossível esconder alguma coisa dele — Vai, me conta o que aconteceu.
            — Bobeira minha, eu acho. Liguei mais pra ouvir a voz de alguém.
            — Ah, sei. Você não vive sem mim, essa é a verdade! — ele riu — Mas falando sério, você sabe que pode contar comigo pra tudo, eu te amo. — “isso de novo?” Maria pensou — Assim como a Calina e o Rafa. Amor de amigo só perde pra amor de mãe, sabia? Ainda mais a gente, que se conhece desde sempre.
            Amor de amigo… Maria sentiu um aperto no coração a ouvir isso e a partir daquele momento se convenceu de que não poderia mais negar que gostava de Sasha. Mas se a recíproca era verdadeira, isso era outra história.
            — Sasha, vou desligar. Precisava ter ligado pra minha mãe meia hora atrás.
            — Cansou de ouvir a voz de alguém, foi?
            — Nossa, como você é engraçado… é por isso que eu te amo. Tchau, beijo.
            — Tchau. Mas, espera, fala de novo?
            — Falar o quê?
            — Que me ama.
            — Te amo.  
            — Também te amo. Tchau, linda.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Dois Anos de Amor

Eu te amo… amo muito.
Amo como Luna ama pudim.
Amo como Dobby ama meias.
Amo como Harry ama quadribol.
Amo como Hagrid ama criaturas mágicas perigosíssimas.
Amo como Fred e George amam pregar peças.
Amo como Molly ama sua família.
Amo como Arthur ama os trouxas.
Amo como Dumbledore ama sorvete de limão.
Amo como Hermione ama livros.
Amo como Ron ama sapos de chocolate.
Amo como Voldemort ama suas horcruxes.
Amo como Bellatrix ama Voldemort.
Amo como Valter e Petúnia amam Duda.
Amo como Tonks ama Lupin.
Amo como Snape ama Lily.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Amor Inocente

E naquele momento em que te vi, senti uma coisinha diferente aqui no meu peito, que ainda não sabia dizer o que era. Mas eu sabia que precisava chamar sua atenção. O problema era que não importava o quanto eu me esforçasse, ou o que eu fizesse, você parecia não perceber nada disso. Não vou dizer que meus métodos eram dos melhores, porque hoje eu vejo como eles deviam ser interpretados por você, como eram bobos. Me afastar de repente, não te tratar como tratava os outros – mesmo que isso significasse ser um pouco mais rude - , fazer coisas que te irritavam, te evitar de vez em quando. E tudo isso só para ver se você sentiria minha falta. Nunca sentiu. Ou pelo menos nunca deixou isso claro.
Me incomodava demais te ver quase sempre e não poder explicar por que minhas bochechas ficavam vermelhas quando você sorria para mim, ou quando eu ouvia meu nome saindo da sua boca. Era pior ainda quando você acenava, mesmo que não fosse para mim, indo embora; eu sentia que tinha engolido um pote de sorvete inteiro de uma só vez, tamanho era o frio que se instalava no meu pobre estômago.
Ainda me lembro do dia do primeiro amigo secreto que fizemos. Eu tirei meu melhor amigo, que tirou você, que tirou aquela garotinha esquisita, que me tirou. Passei quase uma semana me perguntando por que diabos vocês não tinham trocado os papeizinhos; não custaria nada e eu ainda poderia te abraçar, ao invés de ver meu amigo fazendo isso. E até hoje eu tenho a foto que insistiram em tirar de mim com a garotinha, me olhando toda sorridente enquanto eu mal conseguia disfarçar a decepção. Malditos papeizinhos de amigo secreto... tantas outras pessoas com os nomes ali e mesmo assim esse círculo chato se formou.
Lembro também que uma semana depois, já nas férias, fui ao parquinho perto de casa brincar e vi sua mãe e você saindo da padaria logo em frente. Aquelas trancinhas no seu cabelo e aquele vestido florido te irritavam tanto que seu bico era enorme. Mas aí sua mãe apontou para a praça, e um sorriso apareceu entre as suas orelhas recém-furadas… sim, eu tinha percebido. Você saiu correndo e eu estava crente que viria falar comigo, até te ver desviar um pouco e ir até o outro lado do gira-gira para falar com o meu melhor amigo. Ele de novo.
Nessa hora eu senti tanta coisa ao mesmo tempo… parecia que eu tinha brincado de pega-pega por uma hora sem parar, de tanto que ofegava; meu peito doía, mas era uma dor muito maior do que aquela que senti quando me joguei de barriga na piscina do meu tio; minhas mãos gelaram e eu comecei a chorar. Chorei quase tanto quanto da vez em que meu primo quebrou meu Max Steel que eu tinha ganhado no mesmo dia. Fiquei tão triste que não quis mais brincar. Fui até o banco em que minha mãe estava sentada me esperando e pedi colo. Ela nunca me perguntou nada sobre aquele dia.
Não posso afirmar que eu te amava, afinal, não sei se crianças sabem realmente o que é esse tipo de amor. Só posso dizer que você foi a primeira a me machucar desse jeito. E mesmo assim, vou sempre me lembrar daquela garotinha linda, que odiava prender o cabelo, com muito carinho e um sorriso no rosto.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Segredos, Conflitos e Amor - Cap. 34

            — É, sei sim. Agora você vai começar com aquele discurso: “eu, a Ca e o Sasha só fazemos isso porque te amamos” e blábláblá. Nem começa.
            — Eu to falando sério.
            — E eu não to? Ah, não me deixa mais irritada do que a Alice deixou.
            Antes de começar, ele deu uma risada.
            — Eu to querendo te dizer que eu te amo. De verdade.
            Completamente sem reação, tudo o que Maria fez foi continuar olhando para aqueles olhos cor de mel que pareciam estar lendo todos os seus pensamentos naquele momento. Como se quisesse acordar de um pesadelo, ela fechou os olhos e sacudiu a cabeça para os lados.
            — Rafa, para com essa brincadeira.
            — Não é brincadeira… — aos poucos seu rosto se aproximava do dela. — E eu sei que você já percebeu isso lá na escola…
        E os dois se beijaram. Maria não se afastou e não relutou em nenhum momento. Mas ela não conseguia entender o motivo de só pensar em Sasha naquela hora, de querer que aquele beijo fosse com ele. Os dois eram só amigos…
         Depois de um tempo que pareceu uma eternidade para ela e uma fração de segundo para Rafael, Maria se soltou do abraço dele e foi correndo até o portão. Já do lado de dentro, ela deu um sorriso tímido e com certo esforço, sua voz saiu:
            — Obrigada por se preocupar comigo…
       E assim ela entrou, meio desnorteada, sem saber se o seu coração acelerado indicava alegria, desespero ou mesmo medo de algo que não estava nem um pouco claro em sua mente.
          Rafael, ainda parado em frente ao portão, se sentia tão feliz que poderia sair pulando pela rua. Sua vontade era de ir até a casa de Sasha e lhe contar o que tinha acontecido, de dizer: “eu consegui. Conquistei a Maria antes de você.” Mas isso pareceu muito infantil. Ele simplesmente deu meia volta e foi embora.